BACALHOADA

14/Oct/2007

Jamais havia comido bacalhoada em toda a minha vida, minha mulher também não, e nunca pensei que eu viesse a fazê-lo. Na Semana Santa deste ano, eu estava na roça e tinha tomado umas cervejas, quando minha cunhada nos ofereceu a iguaria. Para meu espanto, minha mulher provou e aprovou o peixe. Em seguida, foi minha vez de criar coragem e desfazer essa rejeição de mais de quarenta anos. Perguntaram se eu havia gostado, respondi com sarcasmo que não estava preparado psicologicamente para responder. Voltei a degustar o peixe outras duas vezes em restaurante. Passados seis meses, nova bacalhoada na roça. Agora dei meu “parecer”:  peixe fino, sabor único, de uma consistência especial.

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